Chega. Já deu dessa fábrica de slogans gospel. Todo fim de ano é a mesma ladainha: “O Ano da Conquista”, “O Ano da Aceleração”, “O Ano do Rompimento”. Eles criam uma palavra profética para te manter na esteira da performance espiritual, correndo até a exaustão sem sair do lugar.
O resultado está aí nos gabinetes pastorais: gente dopada de promessas vazias. Uma mulher me disse recentemente: “Não acredito mais. Anotei cada profecia dos últimos anos e a minha vida foi o oposto de tudo o que prometeram no púlpito.” Isso não é crise de fé dela. Isso é o resultado de um estelionato espiritual continuado.
Venderam para nós que o Reino de Deus é um balcão de negócios. Se você jejuar “certo”, se ofertar a quantia “certa” na fogueira “certa”, Deus é obrigado a te dar a vitória financeira. Transformaram o Todo-Poderoso em um gênio da lâmpada que assina metas de fim de ano.
Vamos falar a verdade nua e crua: Aprender a descansar em uma cultura consumista, que lucra com a sua ansiedade, é infinitamente mais difícil do que aprender a “conquistar”.
O mundo — e infelizmente muitas igrejas — te adestraram para ser um burro de carga que só vale o quanto produz. “Conquistar” é fácil; qualquer coach de internet te ensina a correr atrás do vento. O verdadeiro desafio, a verdadeira maturidade espiritual, é ter a ousadia de PARAR e confiar que Deus continua sendo Deus mesmo quando você não está em movimento.
Em 2026, a maior rebeldia contra esse sistema que te adoece será o descanso bíblico. Não a preguiça, mas a certeza violenta de que a obra já está consumada na cruz e você não precisa adicionar mais nada.
Nossa fé precisa amadurecer. Precisamos de menos correria atrás de bens que a traça corrói e mais dependência dAquele que sustenta o universo.
Menos profetadas de palco. Mais Evangelho puro. Para mim, 2026 é o ano do descanso!
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