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sábado, 20 de dezembro de 2025

Esaú e Jacó !!!

Esaú e Jacó nasceram na mesma casa, ouviram as mesmas promessas e tiveram acesso à mesma herança. O que os separou não foi o chamado, foi a escolha. Esaú chegou com fome e Jacó chegou com visão. Um olhou para o estômago, o outro para o destino. Esaú trocou o direito de primogenitura por um prato de lentilhas porque não discerniu o valor do que carregava. Jacó desejou a bênção porque entendia que havia algo espiritual que precisava ser preservado, ainda que o processo fosse longo.
A escolha de Esaú foi imediata e confortável, mas a colheita foi tardia e amarga. Ele comeu, se satisfez e seguiu a vida, até o dia em que percebeu que havia perdido algo que não se recupera. Chorou depois, quis a bênção depois, mas o tempo da decisão já havia passado. A Bíblia registra que ele desprezou a primogenitura, e quem despreza o que é espiritual sempre paga o preço mais adiante.
A escolha de Jacó foi estratégica e sofrida, mas a colheita foi transformadora. Ele enfrentou enganos, esperas, confrontos e noites de luta, até entender que não bastava querer a bênção, era preciso ser mudado por ela. Jacó saiu mancando, mas não saiu vazio. Saiu com um novo nome, uma nova identidade e um destino alinhado. Enquanto Esaú escolheu saciar a fome, Jacó escolheu sustentar o propósito.
Esaú colheu arrependimento sem restituição. Jacó colheu transformação com permanência. Um viveu pelo agora e perdeu o amanhã. O outro suportou o processo e entrou no que Deus havia determinado. As escolhas revelam o que valorizamos, e a colheita revela o que realmente somos. Ninguém perde o espiritual por falta de oportunidade, perde por tratar o eterno como comum.

📖 Gênesis 25:29–34 | Gênesis 32:26

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