Nem todo mundo saiu da igreja por rebeldia!!!
Em muitos casos, o afastamento foi consequência de experiências que feriram, sobrecarregaram e desorganizaram a forma como aquela pessoa vivia a fé.
Cansar é compreensível. Sentir dor também.
Mas existe algo que precisa ser dito com clareza: o problema não está no fato de ter se afastado... e sim em permanecer nesse lugar como se isso fosse o fim do processo.
O evangelho não ignora a dor, mas também não a estabelece como destino.
Em Efésios 4:13, somos chamados a um crescimento que não é opcional, mas esperado: chegar à medida da estatura de Cristo.
Isso significa que a fé não pode permanecer parada no ponto onde foi ferida. Ela precisa ser reconstruída com base na verdade, não na experiência.
Se afastar pode ter sido necessário como forma de preservação.
Mas permanecer sem tratar o que foi vivido mantém a fé condicionada à dor.
E tudo aquilo que não é elaborado... continua influenciando mesmo em silêncio.
Maturidade espiritual não é negar o que aconteceu.
Mas também não é viver a partir disso.
É reconhecer.
É separar.
É reconstruir.
É sair da posição de quem apenas sofreu...
E assumir a responsabilidade de quem decidiu crescer.
Porque no fim, não se trata de voltar para um lugar.
Se trata de voltar para Cristo, com consciência, com verdade, e sem carregar as distorções que ficaram no caminho.
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