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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

O perigo da altivez no ministério!!!

O perigo da altivez no ministério 
A tensão entre a graça que humilha e a altivez que exalta o homem é uma das marcas mais dramáticas da história da Igreja. O apóstolo Paulo, ao confrontar as pretensões humanas em Corinto, declarou: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6.14). Nesse brado apostólico ecoa o contraste entre o evangelho legítimo, que despoja o homem de toda vanglória, e a sedução do aplauso, que transforma ministros em artistas e o púlpito em palco. A graça, por sua própria natureza, é dádiva imerecida; ela reduz a zero os méritos humanos, desfaz títulos e honra terrena, deixando apenas a glória do Cordeiro. A piedade, expressão prática dessa graça, é a vida oculta em Cristo, marcada pela renúncia e pelo serviço. Em contrapartida, a altivez nasce quando o ministério deixa de ser altar e se torna vitrine, quando a voz que deveria anunciar o Cristo crucificado passa a buscar aplausos que não sobem ao céu, mas morrem nos corredores da vaidade.
O problema não é novo: desde o Éden, o coração humano busca ser como Deus, e no caminho da pregação essa tentação assume forma de holofotes, honrarias e carreiras revestidas de brilho humano. Alguns companheiros de ministério, outrora inflamados pelo zelo da Palavra, cederam à sedução da performance e se tornaram artistas, distoando da simplicidade do evangelho que não chama atenção para o vaso, mas para o tesouro que ele contém (2Co 4.7). A verdadeira glória do ministério não está em agendas lotadas, títulos honoríficos ou seguidores em redes sociais, mas em carregar as marcas do Senhor no corpo e na alma. O púlpito não é palco, é monte de sacrifício; não é vitrine, é cruz erguida diante dos homens; não é espaço para vaidades, mas lugar onde a voz humana se cala para que a voz do Espírito ecoe.

Deus nos guarde

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